Agosto Dourado: Você fez a sua campanha?

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Profissionais de saúde e grande parte da população já são cientes da importância do aleitamento materno nos primeiros meses e até anos de vida de uma criança. Estudos conduzidos pelo Ministério as Saúde indicam que 53% das crianças brasileiras são amamentadas durante todo o seu primeiro ano, mas a luta pela conscientização não está perto de parar e é aí onde começamos a falar sobre o Agosto Dourado.

O Agosto Dourado surgiu em Nova York, em um encontro entre a OMS e a Unicef em 1991. As ações de saúde no nono mês do ano passaram então a ser voltadas à importância do ato, inspiradas pelo sucesso de campanhas como Outubro Rosa e Novembro Azul. A primeira semana do mês é dedicada hoje à conscientização intensiva, sendo contemplada com ações globais e temáticas centralizadas no aleitamento materno.

Objetivos e como ajudar

Agosto Dourado tem como principal objetivo informar a sociedade sobre a essencialidade do leite materno e incentivar futuras e atuais mães a manter o hábito de amamentação até o início da infância da criança, de preferência até os dois anos de idade.

Ligado à disseminação de informação para todas as camadas da sociedade, surge outro problema a ser combatido. A amamentação em público ainda é vista como tabu por algumas pessoas, e existem relatos de mães que encontram dificuldades em manter a frequência do ato quando estão fora de casa com seus filhos.

Além disso, o movimento serve para alertar à população sobre a necessidade de doação de leite materno a bancos, que recebem, coletam o alimento e distribuem a quem precisa durante todo o ano.

Como continuar agindo?

Médicos, enfermeiros e demais profissionais são vistos como referência de informação sobre saúde, e é essencial que essas pessoas exerçam sua função como disseminadores de temas importantes, como esse.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Agosto Dourado de 2020 tem o tema “Apoie o aleitamento materno para um planeta mais saudável”, e segue quatro eixos principais de ação:

  • INFORMAR as pessoas sobre a ligação entre amamentação e o ambiente, inclusive as mudanças climáticas;
  • FIXAR que a amamentação é uma decisão climática inteligente;
  • ENVOLVER todos (indivíduos e organizações) para obter maior impacto;
  • ESTIMULAR ações para melhorar a saúde do planeta e das pessoas através da amamentação.

Com isso, é indicado para centros de saúde e entidades a realização de eventos, palestras ou materiais informativos simples, que atinjam seu público e tragam conhecimento sobre o tema para o máximo de pessoas possível. O uso de redes sociais para a abordagem também se prova eficiente, e podem ser produzidos vídeos, artes ou textos que abordem o aleitamento materno e o mês de campanha.

Bônus: Qual a relação entre a amamentação e a Covid-19?

Segundo informações da OMS, é altamente recomendado que mães infectadas com o novo Coronavírus não interrompam ou diminuam a alimentação de seus filhos com leite materno. Não existem casos suspeitos ou confirmados de transmissão do vírus pela amamentação, e os riscos de contágio são considerados “extremamente baixos”, e considera-se que os benefícios trazidos pelo leite materno são indispensáveis para o recém-nascido ou bebê.

O ato em si deve seguir métodos protetivos, no entanto, evitando-se o contato da criança com o rosto da mãe, que deve estar fazendo uso de máscara.