A nova vacina contra o novo Coronavírus

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Nos últimos meses, a criação de uma vacina que crie imunidade contra o novo Coronavírus vem sendo o principal foco do setor de saúde mundial. A corrida pela vacina atualmente atingiu um estado avançado, com diversas universidades e centros de pesquisa alcançando as últimas fases de testes em humanos. Alguns sites foram desenvolvidos com o proposito de acompanhar em tempo real o estágio de tais pesquisas, como os alimentados pelo The Guardian e New York Times.

A seguir, reunimos algumas informações sobre os principais estudos e avanços da vacina contra a COVID-19, em julho de 2020.

Existem 4 fases para a aprovação de uma vacina para distribuição em escala:

  • Estágio pré-clínico: Pesquisadores desenvolvem uma vacina e a testam em animais, à procura de uma resposta imunitária.
  • Fase 1: A testagem é iniciada em um pequeno número de pessoas, para ser determinada a sua segurança e checar a resposta em humanos.
  • Fase 2: Os testes são feitos em centenas de pessoas, para que a amostragem comprove sua segurança e determine a dosagem que deve ser administrada.
  • Fase 3: A vacina finalmente é testada em milhares de pessoas, à procura de efeitos colaterais e diferentes reações em pessoas portadoras de condições especificas.

Há, no momento, mais de 170 vacinas em desenvolvimento, das quais apenas três estão na última fase (testes de eficácia em larga escala) de testagem. São elas:

  • Sinovac – Desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, baseada em partículas de Covid-19 inativas, a vacina mostrou resultados positivos e sua última fase de testagem está acontecendo no Brasil.
  • Universidade de Oxford – A vacina de Oxford foi desenvolvida por um vírus de chimpanzé, cujo código genético contém as mesmas proteínas do Coronavírus. Oxford está conduzindo testes de fase 2 e 3 simultaneamente na Inglaterra, e de fase 3 na África do Sul e Brasil.
  • Universidade de Melbourne – Menos conhecido no Brasil, o plano de imunização da Universidade de Melbourne é a aplicação de uma antiga vacina contra a tuberculose. Os estudos conduzidos mostram que, embora não haja imunização direta contra a COVID-19, a solução estimula a imunidade não-específica no corpo humano.

Para quando podemos esperar uma vacina no Brasil?

Acredita-se que a vacina de Oxford seja a mais promissora para rápida distribuição, ficando disponível ate o fim de 2020. Porém, de acordo com a principal desenvolvedora da própria vacina, a estimativa não é garantida, já que há um grande processo por trás da aprovação e venda de vacinas, incluindo regulações e licenciamentos por órgãos responsáveis.

Com a notícia de que o governo federal brasileiro fechou parceria com a Universidade de Oxford, podemos esperar uma distribuição prioritária para o Brasil. O acordo prevê a compra antecipada de materiais para a fabricação, a princípio, de 30 milhões de doses em solo brasileiro e, caso a imunização seja eficaz, mais 70 milhões de doses posteriores.

A revista Veja Saúde prevê a chegada da vacina para o público brasileiro entre o fim desse ano e o começo de 2020, caso os resultados dos testes sejam positivos até outubro.

A distribuição deve ser iniciada em grupos, similarmente à vacinação anual contra a gripe: priorizando idosos, crianças, doentes crônicos, gestantes, profissionais de saúde, professores, indígenas e integrantes do sistema prisional. Após a imunização desses grupos de risco, a vacina deve ser introduzida à população geral.