No Brasil, digitalização do setor de saúde deve gerar receita de US$ 7,5 bilhões em 2026

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Foto: Alexandre Moreira/A2 FOTOGRAFIA

No relatório “Do sistema de saúde para o homecare”, recém-publicado, a Ericsson revelou insights de consumidores sobre o impacto do 5G no futuro sistema de saúde e seus vários vieses. A expectativa econômica para o setor, no Brasil, é animadora: até 2026, as receitas com a digitalização do setor de serviços de saúde atingirão US$ 7,5 bilhões.

Deste montante, mais de US$ 4 bilhões serão de receitas direcionadas às operadoras de 5G, com um possível crescimento anual de 84%, entre 2020 e 2026. As áreas com mais estimativa de geração de receita são os aplicativos de pacientes e os aplicativos de hospitais, com 62% e 30%, respectivamente. O documento demonstra como a tecnologia será vital no progresso do sistema de saúde, ao otimizar a transmissão de dados em um ecossistema de feedbacks, alertas, mobilidade e baixa latência.

Interação virtual entre médico e paciente, cirurgias feitas por robôs remotamente e monitoramento à distância de pacientes fazem parte das atividades que, segundo o estudo, devem se tornar corriqueiras nos próximos anos. Com isso, a tendência é a descentralização dos serviços de saúde: o atendimento sai dos hospitais e vai até aos lares das pessoas. Cada vez mais, empresas não-tradicionais ganham margem para inovar no setor de serviços de saúde.

A pesquisa da Ericsson foi feita on-line, com 4.500 usuários avançados de banda larga móvel/smartphones na Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Japão e Coreia do Sul. Também foram ouvidos 900 tomadores de decisão em seis setores específicos desses países: serviços de saúde, seguro, tecnologia médica, operadores de telecomunicação, agregadores/desenvolvedores de aplicativos e órgãos regulamentares governamentais.

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