{"id":915,"date":"2018-01-29T17:19:08","date_gmt":"2018-01-29T19:19:08","guid":{"rendered":"https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/?p=915"},"modified":"2018-01-29T17:19:08","modified_gmt":"2018-01-29T19:19:08","slug":"janeiro-roxo-conheca-mais-sobre-a-hanseniase","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/2018\/01\/janeiro-roxo-conheca-mais-sobre-a-hanseniase\/","title":{"rendered":"Janeiro Roxo: Conhe\u00e7a mais sobre a Hansen\u00edase"},"content":{"rendered":"\n<p>Neste m&ecirc;s de janeiro &eacute; propagada em todo o Pa&iacute;s a campanha &lsquo;Todos Contra a Hansen&iacute;ase&rsquo;, criada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) com a inten&ccedil;&atilde;o de reverter o quadro de dificuldades em divulgar a doen&ccedil;a para a comunidade.<\/p>\n<p>De acordo com dados da SBH, o Brasil &eacute; o 2&ordm; pa&iacute;s no ranking mundial de hansen&iacute;ase &ndash; atr&aacute;s da &Iacute;ndia &ndash;, e a doen&ccedil;a &eacute; subnotificada. Cerca de 30 mil casos s&atilde;o notificados a cada ano &ndash; n&uacute;mero semelhante &agrave; notifica&ccedil;&atilde;o de novos casos de HIV\/AIDS.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;A doen&ccedil;a<\/strong><\/p>\n<p>A hansen&iacute;ase, antigamente conhecida como lepra, &Eacute; uma doen&ccedil;a dermato neurol&oacute;gica, causada por uma bact&eacute;ria chamada&nbsp;<em>Mycobacterium leprae<\/em>&nbsp;ou bacilo de Hansen<em>,<\/em>&nbsp;um parasita que&nbsp;ataca a pele e nervos perif&eacute;ricos que s&atilde;o respons&aacute;veis pela sensibilidade e motricidade. &Eacute; uma das doen&ccedil;as mais antigas, com registro de casos h&aacute; mais de 4000 anos, na China, Egito e &Iacute;ndia. A doen&ccedil;a tem cura, mas, se n&atilde;o tratada, pode deixar sequelas. Hoje, em todo o mundo, o tratamento &eacute; oferecido gratuitamente, visando que a doen&ccedil;a deixe de ser um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica. Atualmente, os pa&iacute;ses com maior detec&ccedil;&atilde;o de casos s&atilde;o os menos desenvolvidos ou com superpopula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A transmiss&atilde;o do&nbsp;<em>M. leprae<\/em>&nbsp;se d&aacute; por meio de conviv&ecirc;ncia muito pr&oacute;xima e prolongada com o doente da forma transmissora, chamada multibacilar, que n&atilde;o se encontra em tratamento, por contato com got&iacute;culas de saliva ou secre&ccedil;&otilde;es do nariz. Tocar a pele do paciente n&atilde;o transmite a hansen&iacute;ase. Cerca de 90% da popula&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m defesa contra a doen&ccedil;a. O per&iacute;odo de incuba&ccedil;&atilde;o (tempo entre a aquisi&ccedil;&atilde;o a doen&ccedil;a e da manifesta&ccedil;&atilde;o dos sintomas) varia de seis meses a cinco anos. A maneira como ela se manifesta varia de acordo com a gen&eacute;tica de cada pessoa.<\/p>\n<p>A suspei&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase &eacute; feita pela equipe de sa&uacute;de e pelo pr&oacute;prio paciente. O diagn&oacute;stico &eacute; feito pelo m&eacute;dico e envolve a avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dermatoneurol&oacute;gica do paciente.<\/p>\n<p><strong>Sintomas<\/strong><\/p>\n<p>Podemos classificar a doen&ccedil;a em hansen&iacute;ase paucibacilar, com poucos ou nenhum bacilo nos exames, ou multibacilar, com muitos bacilos. A forma multibacilar n&atilde;o tratada possui potencial de transmiss&atilde;o.<\/p>\n<p>A hansen&iacute;ase atinge primeiro a pele, os nervos perif&eacute;ricos e pode atingir tamb&eacute;m os olhos e os tecidos do interior do nariz. Pode se apresentar com manchas avermelhadas ou mais claras que a pele, podendo ser pouco vis&iacute;vel e com limites imprecisos, com&nbsp;altera&ccedil;&atilde;o da sensibilidade no local associado &agrave; perda de pelos e aus&ecirc;ncia de transpira&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Quando o nervo de uma &aacute;rea &eacute; afetado, surgem dorm&ecirc;ncia, perda de t&ocirc;nus muscular e retra&ccedil;&otilde;es dos dedos, com desenvolvimento de incapacidades f&iacute;sicas. Nas fases agudas, podem aparecer caro&ccedil;os e\/ou incha&ccedil;os nas partes mais frias do corpo, como orelhas, m&atilde;os, cotovelos e p&eacute;s.<\/p>\n<p>&Eacute; importante ressaltar que nem sempre a mancha doen&ccedil;a vai estar totalmente dormente. Ela pode estar mais ou menos, dependendo do tempo. As manchas podem ser esbranqui&ccedil;adas, que n&atilde;o d&oacute;i, n&atilde;o co&ccedil;a e aparecem geralmente em lugares como as costas, bra&ccedil;os, perna e rosto, mas isso n&atilde;o elimina outras &aacute;reas do corpo. Tamb&eacute;m pode haver altera&ccedil;&atilde;o de sensibilidade sem a mancha.<\/p>\n<p>Se n&atilde;o diagnosticada e tratada precocemente, pode causar incapacidades e deformidades f&iacute;sicas. Por isso, a recomenda&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &eacute; que as pessoas procurem o servi&ccedil;o de sa&uacute;de ao aparecimento de algum&nbsp;desses sintomas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_916\" aria-describedby=\"caption-attachment-916\" style=\"width: 530px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.blog.saude.gov.br\/images\/arquivos_blog_saude\/o_que_e_a_hanseniase_0.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-916 size-full\" src=\"https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ms-hanseniase.jpg\" alt=\"ms hanseniase - Janeiro Roxo: Conhe&ccedil;a mais sobre a Hansen&iacute;ase\" width=\"530\" height=\"577\" srcset=\"https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ms-hanseniase.jpg 530w, https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ms-hanseniase-276x300.jpg 276w, https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ms-hanseniase-386x420.jpg 386w\" sizes=\"auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px\" title=\"Janeiro Roxo: Conhe&ccedil;a mais sobre a Hansen&iacute;ase\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-916\" class=\"wp-caption-text\">Info: blog.saude.gov.br<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Tratamentos<\/strong><\/p>\n<p>O tratamento &eacute; gratuito e fornecido pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS). Varia de seis meses nas formas paucibacilares a um ano nos multibacilares, podendo ser prorrogado ou feita a substitui&ccedil;&atilde;o da medica&ccedil;&atilde;o em casos especiais. O tratamento &eacute; eficaz e cura. Ap&oacute;s a primeira dose da medica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o h&aacute; mais risco de transmiss&atilde;o durante o tratamento e o paciente pode conviver em meio &agrave; sociedade.<\/p>\n<p><strong>Preven&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>A melhor forma de preven&ccedil;&atilde;o &eacute; o diagn&oacute;stico precoce e o tratamento adequado, assim como o exame cl&iacute;nico e a indica&ccedil;&atilde;o de vacina BCG para melhorar a resposta imunol&oacute;gica dos contatos do paciente. Desta forma, a cadeia de transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a pode ser interrompida.<\/p>\n<p><em>Fonte: SBD<\/em><\/p>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste m&ecirc;s de janeiro &eacute; propagada em todo o Pa&iacute;s a campanha &lsquo;Todos Contra a Hansen&iacute;ase&rsquo;, criada pela Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) com a inten&ccedil;&atilde;o de reverter o quadro de dificuldades em divulgar a doen&ccedil;a para a comunidade. 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