{"id":848,"date":"2017-12-21T17:14:47","date_gmt":"2017-12-21T19:14:47","guid":{"rendered":"https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/?p=848"},"modified":"2017-12-22T01:20:17","modified_gmt":"2017-12-22T03:20:17","slug":"nova-politica-de-saude-mental-favorece-ampliacao-de-comunidades-terapeuticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/2017\/12\/nova-politica-de-saude-mental-favorece-ampliacao-de-comunidades-terapeuticas\/","title":{"rendered":"Nova pol\u00edtica de sa\u00fade mental favorece amplia\u00e7\u00e3o de comunidades terap\u00eauticas"},"content":{"rendered":"<p>O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de apresentou nesta quinta-feira (21) detalhamentos das a&ccedil;&otilde;es que integram a<a href=\"http:\/\/[http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2017-12\/comissao-aprova-mudancas-na-politica-de-saude-mental-conselhos-protestam]\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&nbsp;nova pol&iacute;tica de sa&uacute;de mental<\/a>, aprovada pela Comiss&atilde;o Intergestora Tripartite na semana passada. Segundo o &oacute;rg&atilde;o, ser&atilde;o investidos R$ 320 milh&otilde;es para ampliar e qualificar a assist&ecirc;ncia &agrave;s pessoas com transtornos mentais. O maior investimento em novos servi&ccedil;os ser&aacute; dirigido &agrave; expans&atilde;o das comunidades terap&ecirc;uticas. At&eacute; a aprova&ccedil;&atilde;o da nova pol&iacute;tica, as comunidades terap&ecirc;uticas n&atilde;o faziam parte da Rede de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial.<\/p>\n<p>A expectativa &eacute; que o n&uacute;mero vagas nesse tipo de servi&ccedil;o passe de 5 mil para 20 mil, das quais 10 mil dever&atilde;o vir a ser patrocinadas pela pasta da Sa&uacute;de. O impacto or&ccedil;ament&aacute;rio ser&aacute; de R$ 100 milh&otilde;es por ano. Entre as a&ccedil;&otilde;es anunciadas, tamb&eacute;m est&atilde;o a habilita&ccedil;&atilde;o de 83 centros de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial (Caps), 92 servi&ccedil;os residenciais terap&ecirc;uticos (SRT), 140 leitos de sa&uacute;de mental em hospitais gerais e tr&ecirc;s unidades de acolhimento; a destina&ccedil;&atilde;o de recursos para 27 obras de Caps e unidades de acolhimento em 18 munic&iacute;pios e o incentivo para implanta&ccedil;&atilde;o de 56 novos Caps, 57 leitos, 6 unidades de acolhimento e 25 SRT. Com essas iniciativas, a previs&atilde;o de gastos &eacute; de R$ 70 milh&otilde;es anuais.<\/p>\n<p>Antes de fazerem parte da Rede de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial, as comunidades terap&ecirc;uticas funcionavam por meio de credenciamento pelo Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. Agora, os minist&eacute;rios da Justi&ccedil;a, da Sa&uacute;de e do Desenvolvimento Social discutem em grupo os crit&eacute;rios para a habilita&ccedil;&atilde;o e recebimento dos recursos. Posteriormente, essas outras pastas tamb&eacute;m manter&atilde;o vagas. O ministro da Sa&uacute;de, Ricardo Barros, antecipou que dever&aacute; ser feita chamada p&uacute;blica e, depois, sele&ccedil;&atilde;o. Como esse processo ainda est&aacute; em andamento, apenas os recursos destinados &agrave;s comunidades terap&ecirc;uticas n&atilde;o come&ccedil;ar&atilde;o a ser liberados neste ano.<\/p>\n<p><strong>Pol&ecirc;mica<\/strong><\/p>\n<p>Questionado sobre a destina&ccedil;&atilde;o de mais recursos para institui&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o mantidas, em geral, por grupos privados ou entidades filantr&oacute;picas, em rela&ccedil;&atilde;o ao que ser&aacute; dedicado &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o da rede de Caps, o ministro Ricardo Barros defendeu a op&ccedil;&atilde;o, por avaliar que &ldquo;n&oacute;s alcan&ccedil;amos muito mais pessoas na parceria com filantr&oacute;picas e entidades que cuidam desses dependentes qu&iacute;micos do que se n&oacute;s fiz&eacute;ssemos isso diretamente&rdquo;. Al&eacute;m disso, Barros disse que a a&ccedil;&atilde;o que essas institui&ccedil;&otilde;es, &ldquo;especialmente as igrejas de todas as ordens, fazem com a fam&iacute;lia e o drogado realmente &eacute; fundamental para que haja sucesso na perman&ecirc;ncia dessa pessoa como recuperado&rdquo;.<\/p>\n<p>Os conselhos federais de Psicologia e de Servi&ccedil;o Social s&atilde;o contr&aacute;rios &agrave; inclus&atilde;o das comunidades na rede e apontam que muitos desses locais registram situa&ccedil;&otilde;es de viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos que se assemelham &agrave;s que eram vistas em manic&ocirc;mios. Recentemente,&nbsp;<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2017-10\/inspecao-encontra-violacoes-em-unidades-que-acolhem-dependentes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">inspe&ccedil;&otilde;es em 30 comunidades terap&ecirc;uticas de dez estados<\/a>&nbsp;e do Distrito Federal constataram viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos em todas elas. Priva&ccedil;&atilde;o de liberdade, condi&ccedil;&otilde;es degradantes de moradia, jovens sem escola, unidades que recebem recursos p&uacute;blicos mas n&atilde;o t&ecirc;m registros de funcionamento e falta de laudos t&eacute;cnicos que justifiquem a interna&ccedil;&atilde;o foram alguns dos problemas encontrados.<\/p>\n<p>A Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Psic&oacute;logos (Fenapsi) tamb&eacute;m avalia o incentivo a esse tipo de institui&ccedil;&atilde;o de forma negativa. &ldquo;&Eacute; lament&aacute;vel isso, at&eacute; porque o tratamento em comunidade terap&ecirc;utica n&atilde;o &eacute; um tratamento em liberdade&rdquo;, afirmou a presidenta da Fenapsi, Shirlene Queiroz. Ela tamb&eacute;m discorda da maior abrang&ecirc;ncia das comunidades terap&ecirc;uticas. Nesse sentido, exemplifica que os centros de aten&ccedil;&atilde;o psicossocial de &aacute;lcool e drogas (Caps-AD) atuam em um territ&oacute;rio de 150 mil habitantes cada, por meio de a&ccedil;&otilde;es diversas. &ldquo;Tratamento n&atilde;o &eacute; s&oacute; acolhimento&rdquo;, pontua.<\/p>\n<p>O coordenador de Sa&uacute;de Mental do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Quirino Cordeiro, afirmou que a inclus&atilde;o na pol&iacute;tica viabilizar&aacute; o acompanhamento dessas institui&ccedil;&otilde;es pelo Poder P&uacute;blico, &ldquo;para que situa&ccedil;&otilde;es de desrespeito aos direitos humanos n&atilde;o sejam mais registradas nesses locais&rdquo;. J&aacute; a representante da Federa&ccedil;&atilde;o Nacional das Associa&ccedil;&otilde;es em Defesa da Sa&uacute;de Mental, Miriam Moreira, que participou da coletiva ao lado dos representantes do minist&eacute;rio, defendeu a inclus&atilde;o, argumentando que esses servi&ccedil;os v&atilde;o passar a ter crit&eacute;rios de funcionamento e fiscaliza&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Eles v&atilde;o prestar contas do que eles fazem&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>O Conselho Federal de Medicina tamb&eacute;m apoiou o aumento da rede. Na coletiva, o representante do &oacute;rg&atilde;o, Ant&ocirc;nio Geraldo da Silva, disse que se trata de um &ldquo;avan&ccedil;o jamais alcan&ccedil;ado&rdquo; e destacou que, no pa&iacute;s, h&aacute; 46 milh&otilde;es de pessoas com problemas mentais.<\/p>\n<p><strong>Desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Complementando a estrat&eacute;gia da nova pol&iacute;tica, tamb&eacute;m ser&atilde;o criadas e financiadas novas equipes de sa&uacute;de mental multiprofissionais para atendimento ambulatorial, que v&atilde;o atuar e dar suporte aos n&uacute;cleos de Apoio &agrave; Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (Nasf), unidades b&aacute;sicas de Sa&uacute;de (UBS) e equipes do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia. Para tanto, o minist&eacute;rio dedicar&aacute; R$ 15 milh&otilde;es por ano. J&aacute; para a cria&ccedil;&atilde;o de cinco Caps AD IV, que funcionar&atilde;o em cidades com &ldquo;cracol&acirc;ndias&rdquo;, ser&atilde;o R$ 18 milh&otilde;es.<\/p>\n<p>Ao longo da coletiva, o coordenador destacou v&aacute;rias vezes as a&ccedil;&otilde;es de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m de garantia de direitos humanos na rede de assist&ecirc;ncia. Isso porque o &oacute;rg&atilde;o tem recebido cr&iacute;ticas dos conselhos federais de Psicologia e de Servi&ccedil;o Social e tamb&eacute;m da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidad&atilde;o por defender e viabilizar a amplia&ccedil;&atilde;o de leitos especializados. Para esses grupos, a nova pol&iacute;tica marca um retrocesso em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; reforma psiqui&aacute;trica antimanicomial adotada no Brasil desde 2001, que tem como base o atendimento de base comunit&aacute;ria, com a menor interven&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel, em contraste com a l&oacute;gica dos manic&ocirc;mios e da segrega&ccedil;&atilde;o das pessoas que sofrem com problemas de sa&uacute;de mental.<\/p>\n<p>Quirino Cordeiro disse que o minist&eacute;rio tem o objetivo de ampliar a taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o dos leitos dedicados &agrave;s pessoas com problemas mentais em hospitais gerais. Hoje, ela &eacute; de menos de 20%. A meta &eacute; chegar a 80% de ocupa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Para n&atilde;o estimular novos moradores, no caso de interna&ccedil;&otilde;es que ultrapassarem mais de 90 dias, a di&aacute;ria cair&aacute; metade do pre&ccedil;o&rdquo;, detalhou Cordeiro. Ele afirmou que o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de n&atilde;o quer expandir leitos psiqui&aacute;tricos em hospitais especializados. &ldquo;A expans&atilde;o vai se dar em leitos em hospitais gerais&rdquo;, garantiu. Tamb&eacute;m h&aacute; a inten&ccedil;&atilde;o de aprimorar o Programa De Volta para Casa, que hoje beneficia 4.300 pessoas que viviam internadas em hospitais psiqui&aacute;tricos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de apresentou nesta quinta-feira (21) detalhamentos das a&ccedil;&otilde;es que integram a&nbsp;nova pol&iacute;tica de sa&uacute;de mental, aprovada pela Comiss&atilde;o Intergestora Tripartite na semana passada. Segundo o &oacute;rg&atilde;o, ser&atilde;o investidos R$ 320 milh&otilde;es para ampliar e qualificar a assist&ecirc;ncia &agrave;s pessoas com transtornos mentais. 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