{"id":798,"date":"2017-12-07T10:23:46","date_gmt":"2017-12-07T12:23:46","guid":{"rendered":"https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/?p=798"},"modified":"2017-12-07T10:23:46","modified_gmt":"2017-12-07T12:23:46","slug":"vacina-da-dengue-qual-e-a-recomendacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/2017\/12\/vacina-da-dengue-qual-e-a-recomendacao\/","title":{"rendered":"Vacina da dengue: qual \u00e9 a recomenda\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p>Na &uacute;ltima semana o fabricante da vacina da dengue, Dengvaxia, o laborat&oacute;rio Sanofi-Aventis, apresentou informa&ccedil;&otilde;es sobre um estudo complementar no qual foram comparadas pessoas vacinadas, j&aacute; infectadas pela dengue, com pessoas n&atilde;o infectadas. Os grupos foram acompanhados durante seis anos desde a primeira dose.<\/p>\n<p>Os dados preliminares mostraram que as pessoas n&atilde;o infectadas pela dengue antes de receber a vacina, podem ter mais chances de desenvolver formas mais graves da doen&ccedil;a se fossem picadas pelo mosquito infectado com dengue.<\/p>\n<p><strong>A recomenda&ccedil;&atilde;o da Anvisa &eacute;: pessoas soronegativas (quem nunca teve contato com o v&iacute;rus da dengue) n&atilde;o devem tomar a vacina.<\/strong><\/p>\n<p>O texto de bula atualizado da Dengvaxia j&aacute; foi protocolado pela empresa e j&aacute; est&aacute; dispon&iacute;vel no&nbsp;<a href=\"http:\/\/portal.anvisa.gov.br\/bulario-eletronico1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bul&aacute;rio Eletr&ocirc;nico<\/a>.<\/p>\n<p>Acesse a&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.anvisa.gov.br\/datavisa\/fila_bula\/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=24360682017&amp;pIdAnexo=10358289\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">bula do Dengvaxia<\/a>&nbsp;agora.<\/p>\n<p>Para esclarecer o caso, elaboramos algumas perguntas e respostas sobre o tema.<\/p>\n<h3>Qual a recomenda&ccedil;&atilde;o da Anvisa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vacina da dengue?<\/h3>\n<p>A recomenda&ccedil;&atilde;o &eacute;: pessoas que nunca tiveram contato com o v&iacute;rus n&atilde;o tomem a vacina.<\/p>\n<p>Trata-se de uma precau&ccedil;&atilde;o, pois os dados preliminares desse estudo complementar n&atilde;o s&atilde;o conclusivos. Em outras palavras, estatisticamente ainda n&atilde;o est&aacute; confirmado se existe o aumento de risco na faixa et&aacute;ria para a qual a vacina &eacute; indicada (9 a 45 anos).<\/p>\n<p>Para quem mora em &aacute;reas onde nunca foram registradas epidemias de dengue, a recomenda&ccedil;&atilde;o &eacute; n&atilde;o tomar a vacina, pois as pessoas dessas &aacute;reas provavelmente s&atilde;o soronegativas (nunca tiveram contato com o v&iacute;rus da dengue).<\/p>\n<p>Moradores de &aacute;reas onde j&aacute; ocorreu epidemia de dengue devem avaliar, em conjunto com seu m&eacute;dico, a recomenda&ccedil;&atilde;o da vacina para definir os riscos da doen&ccedil;a e os potenciais benef&iacute;cios e riscos da vacina&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<h3>Porque esses estudos s&oacute; surgiram agora?<\/h3>\n<p>Todo medicamento novo continua sendo monitorado e pesquisado depois de receber o registro, ao chegar ao mercado. Esta fase se chama p&oacute;s-mercado e serve exatamente para identificar situa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o descritas durante a fase de pesquisa cl&iacute;nica, s&oacute; identific&aacute;veis com o uso em larga escala e seu acompanhamento de longo prazo. Os dados dos estudos complementares de seis anos foram encaminhados pelo fabricante assim que ficaram prontos.<\/p>\n<p>No caso da vacina da dengue, a fase de pesquisa, anterior ao registro, reuniu cerca de 40 mil pessoas de diferentes partes do mundo, inclusive no Brasil. Por&eacute;m, mesmo com essa quantidade de pessoas alguns casos aparecem somente quando o medicamento come&ccedil;a a ser utilizado por um grupo maior de pessoas.<\/p>\n<h3>&ldquo;Ter tido contato com o v&iacute;rus&rdquo; &eacute; o mesmo que ter ficado doente?<\/h3>\n<p>N&atilde;o. A maioria das pessoas j&aacute; infectadas pelos v&iacute;rus da dengue n&atilde;o sabem disso. Ou seja, h&aacute; pessoas infectadas pelo v&iacute;rus, mas que n&atilde;o desenvolvem os sintomas da doen&ccedil;a.<\/p>\n<h3>Qual o risco para quem tomou a vacina?<\/h3>\n<p>Em primeiro lugar, &eacute; importante esclarecer: a vacina n&atilde;o causa dengue. Quem causa dengue &eacute; o v&iacute;rus, presente na maior parte do Brasil.&nbsp; Pessoas vacinadas ou n&atilde;o, ao serem picadas por mosquitos infectados, podem ou n&atilde;o apresentar sintomas da doen&ccedil;a.<\/p>\n<p>O estudo apontou que quem tomou a vacina e nunca teve contato anterior com o v&iacute;rus pode apresentar um risco 0,5% maior de hospitaliza&ccedil;&atilde;o e 0,2% para dengue grave, em compara&ccedil;&atilde;o com as pessoas vacinadas previamente infectadas.<\/p>\n<h3>Tomei a primeira dose da vacina, devo tomar as outras doses?<\/h3>\n<p>N&atilde;o h&aacute; dados sobre o risco de doen&ccedil;a grave e hospitaliza&ccedil;&atilde;o de acordo com o n&uacute;mero de doses recebidas.<\/p>\n<p>As pessoas j&aacute; vacinadas, com uma ou duas doses, devem procurar um profissional de sa&uacute;de, para avaliar as caracter&iacute;sticas da doen&ccedil;a na regi&atilde;o onde o paciente vive, intensidade de transmiss&atilde;o e idade para avaliar o benef&iacute;cio de completar ou n&atilde;o o esquema de vacina&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<h3>Mas se eu j&aacute; tive dengue porque tomaria a vacina?<\/h3>\n<p>A dengue &eacute; uma doen&ccedil;a causada por quatro sorotipos diferentes, &eacute; como se fossem quatro tipos de dengue. Ent&atilde;o, mesmo se j&aacute; teve dengue alguma vez, voc&ecirc; pode adoecer novamente por outro sorotipo. Al&eacute;m disso, a vacina n&atilde;o tem 100% de efic&aacute;cia contra o v&iacute;rus, como j&aacute; consta na bula.<\/p>\n<h3>Acho que nunca tive dengue, o que fa&ccedil;o?<\/h3>\n<p>Se voc&ecirc; mora em &aacute;reas onde nunca foram registradas epidemias de dengue, a recomenda&ccedil;&atilde;o &eacute; n&atilde;o tomar a vacina, pois as pessoas dessas &aacute;reas provavelmente s&atilde;o soronegativas (nunca tiveram contato com o v&iacute;rus da dengue).<\/p>\n<p>Se mora em &aacute;reas onde j&aacute; ocorreu epidemia de dengue &eacute; importante avaliar, em conjunto com seu m&eacute;dico, a recomenda&ccedil;&atilde;o da vacina para discutir os riscos da doen&ccedil;a e potenciais benef&iacute;cios e riscos da vacina&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<h3>J&aacute; me vacinei, e agora?<\/h3>\n<p>A orienta&ccedil;&atilde;o &eacute; a mesma para pessoas vacinadas ou n&atilde;o, ou seja, todos devem manter devem manter as medidas preventivas contra a picada do mosquito ap&oacute;s a vacina&ccedil;&atilde;o e devem procurar um m&eacute;dico caso desenvolvam sinais da dengue. Estes sinais s&atilde;o febre alta persistente por mais de dois dias, dor ou sensibilidade abdominal grave, persist&ecirc;ncia de v&ocirc;mito, sangramento da mucosa, sonol&ecirc;ncia e hiperatividade, conforme diretrizes da OMS, 2009.<\/p>\n<h3>De que tipo de gravidade estamos falando?<\/h3>\n<p>Na escala de 1 a 4 (sendo 4 o mais alto, conforme classifica&ccedil;&atilde;o da OMS de 1997), utilizada no estudo a maioria dos casos ficaram em 1 e 2, ou seja, menos graves. N&atilde;o foram registadas mortes durante os estudos cl&iacute;nicos relacionadas &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o e todos os casos se recuperaram com tratamento de rotina.<\/p>\n<h3>Porque pessoas j&aacute; vacinadas podem ter dengue?<\/h3>\n<p>Nenhuma vacina garante 100% de prote&ccedil;&atilde;o. No caso da vacina da dengue a m&eacute;dia &eacute; 66% de prote&ccedil;&atilde;o, a redu&ccedil;&atilde;o de hospitaliza&ccedil;&otilde;es de 80% e a prote&ccedil;&atilde;o contra formas graves de 93% ap&oacute;s a terceira dose da vacina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na &uacute;ltima semana o fabricante da vacina da dengue, Dengvaxia, o laborat&oacute;rio Sanofi-Aventis, apresentou informa&ccedil;&otilde;es sobre um estudo complementar no qual foram comparadas pessoas vacinadas, j&aacute; infectadas pela dengue, com pessoas n&atilde;o infectadas. Os grupos foram acompanhados durante seis anos desde a primeira dose. 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