{"id":648,"date":"2017-10-31T23:33:41","date_gmt":"2017-11-01T01:33:41","guid":{"rendered":"https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/?p=648"},"modified":"2017-11-01T12:27:14","modified_gmt":"2017-11-01T14:27:14","slug":"casos-de-sifilis-em-adultos-aumentam-279-em-um-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/2017\/10\/casos-de-sifilis-em-adultos-aumentam-279-em-um-ano\/","title":{"rendered":"Casos de s\u00edfilis em adultos aumentam 27,9% em um ano"},"content":{"rendered":"<p>Os casos de s&iacute;filis adquirida (em adultos) tiveram aumento de 27,9% de 2015 para 2016 no Brasil. Os dados s&atilde;o do boletim epidemiol&oacute;gico de 2017, divulgado hoje (31) pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Entre as gestantes, o crescimento dos casos foi de 14,7%. As infec&ccedil;&otilde;es por s&iacute;filis cong&ecirc;nita (transmitida da m&atilde;e para o beb&ecirc;) subiram 4,7%.<\/p>\n<p>Segundo o ministro da Sa&uacute;de, Ricardo Barros, as causas para o aumento da doen&ccedil;a s&atilde;o o desabastecimento de penicilina (medicamento mais eficaz contra a doen&ccedil;a) e o aumento dos diagn&oacute;sticos, com a distribui&ccedil;&atilde;o de testes r&aacute;pidos na rede de sa&uacute;de. &ldquo;A tend&ecirc;ncia &eacute; de, com o aumento da testagem, aumentar os casos identificados e permitir ao sistema de sa&uacute;de tratar essas pessoas e diminuir a transmiss&atilde;o de m&atilde;e para filho&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>Em 2016, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de identificou uma epidemia de s&iacute;filis no pa&iacute;s. &ldquo;Hoje temos uma situa&ccedil;&atilde;o controlada porque temos &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o medicamentos. Os n&uacute;meros n&atilde;o s&atilde;o o que gostar&iacute;amos, mas estamos em condi&ccedil;&otilde;es de reduzir esses &iacute;ndices e resolver os casos da doen&ccedil;a&rdquo;, avaliou Barros.<\/p>\n<p>Apesar de essencial para o controle da transmiss&atilde;o vertical da s&iacute;filis, a penicilina benzatina apresenta, desde 2014, um quadro de desabastecimento em diversos pa&iacute;ses devido &agrave; falta de mat&eacute;ria-prima para a produ&ccedil;&atilde;o. Segundo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, apesar de a responsabilidade pela compra do medicamento ser de estados e munic&iacute;pios, em 2016, o governo brasileiro concentrou a aquisi&ccedil;&atilde;o em car&aacute;ter emergencial para o tratamento de gr&aacute;vidas e seus parceiros.<\/p>\n<p>Barros explicou que o minist&eacute;rio tamb&eacute;m aumentou o valor m&aacute;ximo de compra do medicamento, que antes era inferior ao custo de produ&ccedil;&atilde;o. Com isso, o problema do abastecimento foi resolvido, inclusive com produ&ccedil;&atilde;o nacional.<\/p>\n<p><strong>S&iacute;filis cong&ecirc;nita<\/strong><\/p>\n<p>Todos os tipos de s&iacute;filis s&atilde;o de notifica&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria no pa&iacute;s h&aacute; pelo menos cinco anos. Entre 2010 e 2016, a taxa de incid&ecirc;ncia de s&iacute;filis cong&ecirc;nita e a taxa de detec&ccedil;&atilde;o de s&iacute;filis em gestantes aumentaram cerca de tr&ecirc;s vezes, passando, respectivamente, de 2,4 para 6,8 por mil nascidos vivos e de 3,5 para 12,4 casos por cada mil nascidos vivos. A s&iacute;filis adquirida, que teve sua notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria implantada em 2010, teve sua taxa de detec&ccedil;&atilde;o aumentada de 2 para 42,5 casos por 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>O novo boletim aponta que 37% das mulheres gr&aacute;vidas com s&iacute;filis conseguiram realizar o diagn&oacute;stico precocemente. A identifica&ccedil;&atilde;o ainda no primeiro trimestre da gesta&ccedil;&atilde;o e o tratamento adequado impedem a transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a da m&atilde;e para o beb&ecirc;. Entretanto, segundo Adele, muitas mulheres iniciam o pr&eacute;-natal tardiamente, ent&atilde;o h&aacute; um preju&iacute;zo nesse diagn&oacute;stico.<\/p>\n<p>Para alcan&ccedil;ar a meta de elimina&ccedil;&atilde;o da mortalidade por s&iacute;filis cong&ecirc;nita estabelecida pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), o Brasil deve reduzir da taxa atual de 6,8 por mil nascidos vivos para um &iacute;ndice menor ou igual a 0,5 por mil. &ldquo;Isso &eacute; poss&iacute;vel em um curto prazo, porque a s&iacute;filis &eacute; facilmente detectada e facilmente tratada. Tendo o teste r&aacute;pido e tendo a penicilina, &eacute; poss&iacute;vel alcan&ccedil;ar a elimina&ccedil;&atilde;o&rdquo;, disse Adele.<\/p>\n<p>Segundo o boletim epidemiol&oacute;gico, apenas os estados de Pernambuco, Tocantins, Cear&aacute;, Sergipe, Piau&iacute; e Rio Grande do Norte apresentam taxas de incid&ecirc;ncia de s&iacute;filis cong&ecirc;nita mais elevadas que as taxas de detec&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a em gestantes, o que remete a poss&iacute;veis defici&ecirc;ncias no diagn&oacute;stico precoce e notifica&ccedil;&atilde;o equivocada dos casos de gr&aacute;vidas.<\/p>\n<p><strong>Medidas adotadas<\/strong><\/p>\n<p>Para conter o avan&ccedil;o da s&iacute;filis no pa&iacute;s, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, estados e munic&iacute;pios v&atilde;o intensificar a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o, diagn&oacute;stico e tratamento da doen&ccedil;a. A estrat&eacute;gia, chamada de Resposta R&aacute;pida &agrave; S&iacute;filis nas Redes de Aten&ccedil;&atilde;o, vai destinar R$ 200 milh&otilde;es para as&nbsp;100 cidades que concentram 60% dos casos&nbsp;da doen&ccedil;a. O plano concentra a&ccedil;&otilde;es em quatro eixos: diagn&oacute;stico; vigil&acirc;ncia da transmiss&atilde;o; tratamento; e pesquisa e comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; compra centralizada do medicamento, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de destinou R$ 13,5 milh&otilde;es para a aquisi&ccedil;&atilde;o de 2,5 milh&otilde;es de ampolas de penicilina benzatina, para o tratamento da s&iacute;filis adquirida e em gestantes, al&eacute;m de 450 mil ampolas da penicilina cristalina, para uso em beb&ecirc;s. A quantidade garantir&aacute; o abastecimento da rede p&uacute;blica at&eacute; 2019.<\/p>\n<p>Na amplia&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico, uma das a&ccedil;&otilde;es do plano &eacute; o aumento da testagem, principalmente nas gr&aacute;vidas. Neste ano, at&eacute; setembro, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de enviou mais de 6,3 milh&otilde;es de testes de s&iacute;filis, crescimento de 33,7% em rela&ccedil;&atilde;o a 2016 (4,7 milh&otilde;es).<\/p>\n<p><strong>Campanha nacional<\/strong><\/p>\n<p>Para incentivar a testes em gr&aacute;vidas e seus parceiros sexuais, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de lan&ccedil;ou uma nova campanha que ser&aacute; veiculada na internet, com os slogans &ldquo;Fa&ccedil;a o teste de s&iacute;filis, proteja o seu futuro&rdquo; e &ldquo;Fa&ccedil;a o teste de s&iacute;filis, proteja o seu futuro e de seu filho&rdquo;. O p&uacute;blico-alvo s&atilde;o os jovens at&eacute; 35 anos, casais e gestantes. O objetivo &eacute; alertar para a import&acirc;ncia do diagn&oacute;stico precoce, que possibilita o tratamento adequado e diminui&ccedil;&atilde;o da mortalidade em beb&ecirc;s.<\/p>\n<p><em>Informa&ccedil;&otilde;es da Ag&ecirc;ncia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os casos de s&iacute;filis adquirida (em adultos) tiveram aumento de 27,9% de 2015 para 2016 no Brasil. Os dados s&atilde;o do boletim epidemiol&oacute;gico de 2017, divulgado hoje (31) pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Entre as gestantes, o crescimento dos casos foi de 14,7%. As infec&ccedil;&otilde;es por s&iacute;filis cong&ecirc;nita (transmitida da m&atilde;e para o beb&ecirc;) subiram 4,7%. 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