{"id":573,"date":"2017-10-13T17:10:51","date_gmt":"2017-10-13T20:10:51","guid":{"rendered":"https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/?p=573"},"modified":"2017-10-13T21:39:31","modified_gmt":"2017-10-14T00:39:31","slug":"dia-mundial-de-combate-a-trombose-saiba-o-que-e-mito-ou-verdade-sobre-a-doenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/2017\/10\/dia-mundial-de-combate-a-trombose-saiba-o-que-e-mito-ou-verdade-sobre-a-doenca\/","title":{"rendered":"Dia Mundial de Combate \u00e0 Trombose: saiba o que \u00e9 mito ou verdade sobre a doen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Hoje (13) &eacute; o Dia Mundial de Conscientiza&ccedil;&atilde;o e Combate &agrave; Trombose. A data foi institu&iacute;da pela Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia, com o objetivo de alertar sobre riscos e formas de preven&ccedil;&atilde;o, bem como esclarecer a popula&ccedil;&atilde;o sobre uma doen&ccedil;a que, embora recorrente, &eacute; cercada por d&uacute;vidas e at&eacute; mitos.<\/p>\n<p>Para Gutemberg Gurgel, presidente do Congresso Brasileiro de Angiologia e Cirurgia Vascular 2017, para evitar a doen&ccedil;a ou atac&aacute;-la &eacute; preciso, em primeiro lugar, diferenciar os dois tipos de trombose existentes: a arterial e a venosa. Ambas resultam da coagula&ccedil;&atilde;o imprevista do sangue. Quando isso na art&eacute;ria, ocorre a trombose arterial. Quando na veia, d&aacute; origem &agrave; Trombose Venosa Profunda (TVP).<\/p>\n<p>No primeiro caso, a exist&ecirc;ncia de um co&aacute;gulo impede a passagem do sangue para os tecidos e, consequentemente, causa incha&ccedil;o e dor na regi&atilde;o afetada. Mais dif&iacute;cil de tratar, em geral &eacute; atacada por meio de cirurgia. Se n&atilde;o tratada, pode levar &agrave; gangrena dos tecidos e at&eacute; a amputa&ccedil;&atilde;o do membro. Idosos, fumantes e diab&eacute;ticos s&atilde;o os mais afetados.<\/p>\n<p>A das veias, em 90% dos casos, atinge vasos na perna, segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV). A organiza&ccedil;&atilde;o alerta que ela pode causar embolia pulmonar e at&eacute; &oacute;bito, por isso exige muita aten&ccedil;&atilde;o e cuidado. Ela tamb&eacute;m pode ocorrer associadas a cirurgias de m&eacute;dio e grande portes, traumatismo, gesta&ccedil;&atilde;o ou outras situa&ccedil;&otilde;es que obriguem a uma imobiliza&ccedil;&atilde;o prolongada.<\/p>\n<p>Pessoas com idade avan&ccedil;ada, dificuldades de coagula&ccedil;&atilde;o, insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca, obesas, fumantes e adeptas de usam anticoncepcionais ou tratamento hormonal s&atilde;o as que correm maior risco de desenvolver a doen&ccedil;a.<\/p>\n<p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) aponta que as doen&ccedil;as cardiovasculares s&atilde;o a principal causa de morte preven&iacute;vel em todo mundo. Entre elas, t&ecirc;m destaque o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o Tromboembolismo (TEV). No Brasil, em 2016, o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) realizou 35.598 tratamentos cl&iacute;nicos em decorr&ecirc;ncia da trombose. Entre janeiro e julho deste ano, foram 16.923, segundo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. O &oacute;rg&atilde;o registra 485.443 procedimentos de fisioterapia, sendo mais de 330 mil no ano passado e 155 mil neste ano.<\/p>\n<p><strong>Mitos e verdades<\/strong><\/p>\n<p>Cigarro e anticoncepcional causam trombose? Idosos n&atilde;o podem fazer viagens longas? S&atilde;o muitas as d&uacute;vidas que cercam a doen&ccedil;a. A&nbsp;<strong>Ag&ecirc;ncia Brasil<\/strong>&nbsp;questionou o m&eacute;dico Gutemberg Gurgel para esclarecer algumas delas.<\/p>\n<p><strong>Anticoncepcional e cigarro<\/strong><\/p>\n<p>Apontada como grande fator de risco para a ocorr&ecirc;ncia de trombose entre as mulheres, a combina&ccedil;&atilde;o de cigarro e p&iacute;lula, de fato, pode favorecer a ocorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a. Isso porque o cigarro &eacute; um vasodilatador, ao passo que o horm&ocirc;nio provoca altera&ccedil;&otilde;es nas paredes das veias, diminuindo a velocidade da circula&ccedil;&atilde;o. O resultado n&atilde;o &eacute; necessariamente o trombo, mas pode ocorrer, especialmente, se associado a outros fatores de risco, como obesidade, tend&ecirc;ncia familiar e vida sedent&aacute;ria. Por isso, o m&eacute;dico alerta sobre o uso precoce de anticoncepcionais, que t&ecirc;m sido indicados para tratamento de pele de adolescentes, por exemplo, e recomenda evitar o tabagismo.<\/p>\n<p><strong>Gravidez<\/strong><\/p>\n<p>Mulheres gr&aacute;vidas tamb&eacute;m devem ficar atentas. A maior quantidade de horm&ocirc;nios femininos circulando no corpo pode desencadear aumento da coagula&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, o m&eacute;dico explica que o aumento do &uacute;tero promove a contra&ccedil;&atilde;o dos vasos p&eacute;lvicos, dificultando o retorno do sangue. Mais uma vez, os casos s&atilde;o mais recorrentes em pacientes que possuem tend&ecirc;ncia &agrave; coagula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Como forma de prevenir problemas, al&eacute;m do uso de meias de compress&atilde;o, Gurgel destaca a import&acirc;ncia da pr&aacute;tica de atividades f&iacute;sicas especialmente no caso das mulheres gr&aacute;vidas e tamb&eacute;m de pessoas que v&atilde;o passar per&iacute;odos longos com dificuldades de se movimentar, o que ocorre, por exemplo, durante viagens. &ldquo;&Eacute; importante usar as meias e buscar caminhar um pouco, pelo menos, a cada duas horas&rdquo;, explica. Contrair o m&uacute;sculo da panturrilha e colocar o p&eacute; no ch&atilde;o tamb&eacute;m podem ajudar. Em todos os casos, destaca: &eacute; preciso tomar &aacute;gua e evitar a desidrata&ccedil;&atilde;o, sobretudo em ambientes fechados e refrigerados por ar-condicionado.<\/p>\n<p><strong>Cirurgias<\/strong><\/p>\n<p>Em cirurgias e no p&oacute;s-operat&oacute;rio, o m&eacute;dico explica que h&aacute; protocolos sobre o uso pr&eacute;vio ou posterior de medica&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; delicada, pois envolve risco de hemorragia. Mas, segundo ele, novos medicamentos t&ecirc;m sido desenvolvidos para facilitar o uso, inclusive por via oral, sem necessidade de inje&ccedil;&atilde;o, o que garante maior seguran&ccedil;a ao diminuir o risco de sangramento.<\/p>\n<p><strong>Diagn&oacute;stico e tratamento<\/strong><\/p>\n<p>Gutemberg Gurgel alerta que a TVP &eacute;, em geral, assintom&aacute;tica, o que dificulta o diagn&oacute;stico. Para evitar surpresas, ele indica que pessoas afetadas pelos fatores de risco busquem pesquisar a situa&ccedil;&atilde;o da circula&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea do corpo, pois a presen&ccedil;a de alguma anormalidade gen&eacute;tica pode ser decisiva. Outra sugest&atilde;o &eacute; atentar para o aparecimento de edemas, sobretudo quando surgem sem serem precedidos por pancadas e acompanhados por dor ao caminhar.<\/p>\n<p>O jornalista Daniel Fons&ecirc;ca, 34 anos, sofreu trombose ap&oacute;s passar alguns dias imobilizado em um hospital, em decorr&ecirc;ncia de um trauma. Os primeiros sintomas foram dores fortes, que foram inicialmente identificadas como resultado de alguma distens&atilde;o muscular. A perman&ecirc;ncia o levou a realizar o exame ecodoppler, que permite a an&aacute;lise do sistema venoso. Foram constatadas, ent&atilde;o, n&atilde;o apenas a exist&ecirc;ncia de trombo, mas at&eacute; o risco iminente da perda das duas pernas. Submetido &agrave; medica&ccedil;&atilde;o anticoagulante logo ap&oacute;s o diagn&oacute;stico, escapou de ter sequelas graves, mas passou meses tomando rem&eacute;dios e com dificuldades para dirigir ou at&eacute; caminhar devido &agrave;s dores.<\/p>\n<p>Superada a fase mais dif&iacute;cil, foi preciso mudar h&aacute;bitos e adotar medidas preventivas. Como o anticoagulante gera riscos de hemorragias, ap&oacute;s o trauma passou a ampliar o cuidado para evitar acidentes, como andar de bicicleta ou utilizar instrumento cortantes. Meia hora antes de viagens com pelo menos tr&ecirc;s horas de dura&ccedil;&atilde;o, injetava medica&ccedil;&atilde;o intravenosa no ambulat&oacute;rio do pr&oacute;prio aeroporto.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, passou a utilizar meias el&aacute;sticas de alta compress&atilde;o. &Agrave; &eacute;poca, Daniel tinha 23 anos e n&atilde;o escapou do preconceito.&ldquo;Muitas vezes eu relativizei e negligenciei o uso das meias por causa da quest&atilde;o est&eacute;tica. Passava dois, tr&ecirc;s meses sem usar por conta do preconceito que existe, ainda mais quando se &eacute; jovem&rdquo;, conta.<\/p>\n<p>As meias s&atilde;o fundamentais para tratar ou prevenir problemas circulat&oacute;rios em geral, mas a dificuldade para ampliar o uso delas n&atilde;o &eacute; s&oacute; est&eacute;tica. O par, segundo o jornalista, custa entre R$ 160 e R$ 200 e dura apenas seis meses. &ldquo;Isso &eacute; muito relevante, porque grande parte das pessoas que sofrem trombose nos membros inferiores s&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o pobre. Gente que trabalha muito em p&eacute; ou sentado e n&atilde;o tem chance de preven&ccedil;&atilde;o&rdquo;, como motoristas de &ocirc;nibus, lavadeiras ou vendedores, alerta.<\/p>\n<p><em>Da Ag&ecirc;ncia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje (13) &eacute; o Dia Mundial de Conscientiza&ccedil;&atilde;o e Combate &agrave; Trombose. A data foi institu&iacute;da pela Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia, com o objetivo de alertar sobre riscos e formas de preven&ccedil;&atilde;o, bem como esclarecer a popula&ccedil;&atilde;o sobre uma doen&ccedil;a que, embora recorrente, &eacute; cercada por d&uacute;vidas e at&eacute; mitos. 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