{"id":499,"date":"2017-09-25T10:37:05","date_gmt":"2017-09-25T13:37:05","guid":{"rendered":"https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/?p=499"},"modified":"2017-09-25T10:41:33","modified_gmt":"2017-09-25T13:41:33","slug":"desenvolvida-no-brasil-vacina-contra-zika-previne-a-doenca-na-gestacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/2017\/09\/desenvolvida-no-brasil-vacina-contra-zika-previne-a-doenca-na-gestacao\/","title":{"rendered":"Desenvolvida no Brasil, vacina contra zika pode prevenir doen\u00e7a na gesta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A vacina contra zika desenvolvida pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), vinculado ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, apresentou resultado positivo nos testes em camundongos e macacos. A aplica&ccedil;&atilde;o de uma &uacute;nica dose da vacina preveniu a transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a nos animais e, durante a gesta&ccedil;&atilde;o, o cont&aacute;gio de seus filhotes. &Eacute; um dos mais avan&ccedil;ados estudos para a oferta de uma futura vacina contra a doen&ccedil;a para proteger mulheres e crian&ccedil;as da microcefalia e outras altera&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas causadas pelo v&iacute;rus. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (22) pela revista Nature Communications.<\/p>\n<p>Os testes pr&eacute;-cl&iacute;nicos foram realizados simultaneamente no Instituto Nacional de Sa&uacute;de (NIH), Universidade do Texas e Universidade Washington, dos Estados Unidos, todos parceiros da pesquisa. Os testes obtiveram sucesso em seu objetivo, que &eacute; impedir que o v&iacute;rus zika cause microcefalia e outras altera&ccedil;&otilde;es do sistema nervoso central tanto nos camundongos quanto nos macacos. J&aacute; os testes em humanos devem ser realizados, a partir de 2019, na Fiocruz\/Biomanginhos, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Do grupo controle que n&atilde;o tomou a vacina, as f&ecirc;meas de camundongos tiveram aborto por conta da transmiss&atilde;o do v&iacute;rus zika ou seus filhotes nasceram com microcefalia e outras altera&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas.<\/p>\n<p>ESTERILIDADE EM MACHOS &#8211; Al&eacute;m dos testes em f&ecirc;meas, foram realizados testes em camundongos machos. Um dos achados cient&iacute;ficos in&eacute;ditos &eacute; que o v&iacute;rus zika pode ser capaz de causar esterilidade. A infec&ccedil;&atilde;o nos animais reduziu consideravelmente a quantidade de espermatozoides, a mobilidade deles (ficaram praticamente im&oacute;veis) e o tamanho dos test&iacute;culos (atrofia). Esses testes n&atilde;o foram realizados nos macacos.<\/p>\n<p>No entanto, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel afirmar que esse efeito tamb&eacute;m se aplique aos seres humanos. O diretor do Instituto Evandro Chagas (IEC), Pedro Vasconcelos, ressalta que &eacute; preciso mais estudos para entender a dimens&atilde;o deste problema. &ldquo;H&aacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o de que esse achado evidencie que possa ocorrer um impacto similar entre os seres humanos, contudo ainda n&atilde;o h&aacute; nenhum estudo que demonstre isso&rdquo;, pontuou o diretor Pedro Vasconcelos.<\/p>\n<p>A pesquisa n&atilde;o chegou a testar a capacidade dos animais de engravidarem f&ecirc;meas ap&oacute;s os danos constatados nos test&iacute;culos. Por isso, de acordo com o diretor do IEC, Pedro Vasconcelos, ainda n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel apontar o impacto de esteriliza&ccedil;&atilde;o nesses animais. &ldquo;Estamos iniciando um novo experimento nesse sentido para verificar o impacto desta esterilidade na copula&ccedil;&atilde;o dos animais. O que se sabe &eacute; que h&aacute; uma grande quantidade de v&iacute;rus na excre&ccedil;&atilde;o do esperma, que significa que o v&iacute;rus tem bastante capacidade de se replicar, causando a destrui&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas que resulta em diminui&ccedil;&atilde;o (atrofia) dos test&iacute;culos e, consequentemente, a esterilidade&rdquo;, concluiu o diretor do IEC.<\/p>\n<p>Os testes da vacina que est&aacute; sendo desenvolvida pelo IEC em parceria com os institutos norte-americanos tamb&eacute;m tiveram sucesso na prote&ccedil;&atilde;o de animais machos. Al&eacute;m de demonstrar efetividade entre as f&ecirc;meas de camundongos e macacos, prevenindo a transmiss&atilde;o do v&iacute;rus zika aos seus beb&ecirc;s, a vacina foi capaz de impedir danos aos test&iacute;culos dos camundongos machos vacinados.<\/p>\n<p>A parceria para essa pesquisa foi firmada em fevereiro de 2016 a partir de acordo internacional visando o desenvolvimento de vacina contra o v&iacute;rus zika. O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de vai destinar um total de R$ 7 milh&otilde;es nos pr&oacute;ximos cinco anos (at&eacute; 2021) para o desenvolvimento e produ&ccedil;&atilde;o da vacina. O imunobiol&oacute;gico em desenvolvimento utiliza a tecnologia de v&iacute;rus vivo atenuado de apenas uma dose, j&aacute; que vacina com v&iacute;rus vivo s&atilde;o altamente capazes de estimular o sistema imunol&oacute;gico e proteger o organismo da infec&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><em>*Do Portal Sa&uacute;de<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vacina contra zika desenvolvida pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), vinculado ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, apresentou resultado positivo nos testes em camundongos e macacos. 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