{"id":380,"date":"2017-09-06T19:03:39","date_gmt":"2017-09-06T19:03:39","guid":{"rendered":"https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/?p=380"},"modified":"2017-09-06T19:03:39","modified_gmt":"2017-09-06T19:03:39","slug":"lancada-em-sao-paulo-cartilha-contra-discriminacao-pessoas-com-hivaids","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hospitalmed.com.br\/portal\/2017\/09\/lancada-em-sao-paulo-cartilha-contra-discriminacao-pessoas-com-hivaids\/","title":{"rendered":"Lan\u00e7ada em S\u00e3o Paulo cartilha contra discrimina\u00e7\u00e3o a pessoas com HIV\/Aids"},"content":{"rendered":"<p><em>da Ag&ecirc;ncia Brasil<\/em><\/p>\n<p>A Defensoria P&uacute;blica de S&atilde;o Paulo lan&ccedil;ou hoje (5), no Museu da Diversidade, na Esta&ccedil;&atilde;o Rep&uacute;blica do metr&ocirc;, uma cartilha para combater a discrimina&ccedil;&atilde;o contra pessoas que vivem com HIV\/Aids.<\/p>\n<p>A publica&ccedil;&atilde;o Pelo Fim da Discrimina&ccedil;&atilde;o das Pessoas que Vivem com HIV\/Aids apresenta a lei federal 12.984, de 2014, que criminaliza esse tipo de pr&aacute;tica e prev&ecirc; pena de pris&atilde;o de um a quatro anos e multa, e a lei estadual paulista 11.199, de 2002, que veda qualquer atitude discriminat&oacute;ria aos portadores do v&iacute;rus HIV ou &agrave;s pessoas com aids, sob risco de multa para empresas ou entidades e puni&ccedil;&otilde;es administrativas a servidores p&uacute;blicos que infringirem a norma legal.<\/p>\n<p>&ldquo;A cartilha traz exemplos de situa&ccedil;&otilde;es de discrimina&ccedil;&atilde;o, de como a discrimina&ccedil;&atilde;o ocorre e mostra como a pessoa pode reagir a essa situa&ccedil;&atilde;o, buscando a Defensoria P&uacute;blica ou delegacias de pol&iacute;cia&rdquo;, explicou o coordenador auxiliar do N&uacute;cleo de Diversidade e da Igualdade Racial da Defensoria, Rodrigo Leal da Silva.<\/p>\n<p>Entre os exemplos de discrimina&ccedil;&atilde;o citados na cartilha est&atilde;o a exig&ecirc;ncia de testagem de HIV para ingresso em algum emprego ou quando a pessoa &eacute; pressionada a revelar sua condi&ccedil;&atilde;o sorol&oacute;gica a terceiros ou tem essa condi&ccedil;&atilde;o revelada sem seu consentimento.<\/p>\n<p>&ldquo;As duas legisla&ccedil;&otilde;es tratam tanto de condutas discriminat&oacute;rias, como negar o acesso ou se recusar a atender uma pessoa por conta de sua condi&ccedil;&atilde;o sorol&oacute;gica, quanto de situa&ccedil;&otilde;es de ofensa, quando a pessoa &eacute; tratada de forma jocosa ou vexat&oacute;ria ou de forma que fira sua moral&rdquo;, disse o defensor p&uacute;blico. &ldquo;Essas pessoas t&ecirc;m direito de ser respeitadas e reconhecidas como cidad&atilde;s e o direito ao sigilo. Ningu&eacute;m &eacute; obrigado a revelar sua condi&ccedil;&atilde;o sorol&oacute;gica.&rdquo;<\/p>\n<p>Para o presidente do F&oacute;rum de ONG\/Aids de S&atilde;o Paulo, Rodrigo Pinheiro, a cartilha ajudar&aacute; a tornar as leis mais conhecidas. &ldquo;Ainda existe muita discrimina&ccedil;&atilde;o com as pessoas vivendo com HIV, mas estamos hoje em outro processo. A lei existe, mas precisamos fazer com que ela pegue, seja efetivada. Ent&atilde;o, isso [a cartilha] &eacute; um processo importante, para aumentarmos a divulga&ccedil;&atilde;o e para que as pessoas que sofreram discrimina&ccedil;&atilde;o possam fazer a den&uacute;ncia.&rdquo;<\/p>\n<p>Pinheiro disse que as principais den&uacute;ncias de discrimina&ccedil;&atilde;o que chegam a organiza&ccedil;&otilde;es que trabalham com a quest&atilde;o s&atilde;o relativas ao mercado de trabalho. Ele recomendou &agrave;s pessoas que sofrem discrimina&ccedil;&atilde;o a usar a lei para combater esse tipo de pr&aacute;tica e lembrou que, quanto menos discrimina&ccedil;&atilde;o houver, mais se poder&aacute; fortalecer o combate &agrave; epidemia de aids no Brasil.<\/p>\n<p>O ator, produtor e escritor Rafael Bolacha, autor do livro Uma Vida Positiva, que vive com HIV desde 2009, contou que, como revelou &agrave; fam&iacute;lia e a amigos que era soropositivo, a discrimina&ccedil;&atilde;o que sofreu foi menos sentida. &ldquo;Por&eacute;m, um dos primeiros lugares onde senti algum tipo de discrimina&ccedil;&atilde;o e de falta de preparo foi na &aacute;rea de sa&uacute;de, principalmente na &aacute;rea privada. Despreparo completo, n&atilde;o tinham informa&ccedil;&atilde;o, nem tato para lidar com o contexto. Foi ali que tive o primeiro impacto.&rdquo;<\/p>\n<p>Bolacha disse que &eacute; importante divulgar a cartilha para que mais pessoas possam conhecer seus direitos. &ldquo;A gente, ainda hoje, tem hist&oacute;rias absurdas de discrimina&ccedil;&atilde;o. No trabalho, principalmente. &Eacute; importante conseguir levar mais esse tipo de informa&ccedil;&atilde;o, de forma mais did&aacute;tica, para que as pessoas compreendam e consigam se encher de coragem para lutar por seus direitos.&rdquo;<\/p>\n<p>A cartilha, feita em parceria com o Programa Conjunto das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre HIV\/Aids (Unaids) e pelo Grupo de Incentivo &agrave; Vida (GIV), tem distribui&ccedil;&atilde;o gratuita e tamb&eacute;m poder&aacute; ser consultada em breve no site da Defensoria P&uacute;blica de S&atilde;o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Ag&ecirc;ncia Brasil A Defensoria P&uacute;blica de S&atilde;o Paulo lan&ccedil;ou hoje (5), no Museu da Diversidade, na Esta&ccedil;&atilde;o Rep&uacute;blica do metr&ocirc;, uma cartilha para combater a discrimina&ccedil;&atilde;o contra pessoas que vivem com HIV\/Aids. 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