Hoje é o Dia Internacional da Luta pela Saúde da Mulher, data que destaca o direito das mulheres de acesso a serviços de saúde. Quase vinte e cinco anos após os países terem assinado compromissos na Declaração de Pequim de 1995, as mulheres continuam a enfrentar muitos problemas de saúde mundialmente.
Por isso, a seguir listamos algumas das principais questões que acometem a saúde de mulheres:
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Câncer
Dois dos cânceres mais comuns que afetam as mulheres são os de mama e do colo do útero. Detectar estes dois precocemente é a chave para manter as mulheres saudáveis. Os últimos números globais mostram que cerca de meio milhão de mulheres morrem de câncer do colo do útero e meio milhão de mulheres morrem todos os anos de câncer de mama. A grande maioria destas mortes ocorre em países de baixos e médios rendimentos, onde o rastreio, a prevenção e o tratamento são quase inexistentes.
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Saúde reprodutiva
Os problemas de saúde sexual e reprodutiva são responsáveis por um terço das questões de saúde para as mulheres entre os 15 e os 44 anos. O sexo sem segurança é um importante fator de risco – especialmente entre mulheres jovens nos países em desenvolvimento.
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Saúde materna
Em 2013, centenas de milhares de mulheres morreram de complicações durante a gravidez e o parto. A maior parte destas mortes poderia ter sido evitada pelo acesso ao planejamento familiar e alguns serviços básicos de suporte.
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HIV
Três décadas após a epidemia de AIDS, mulheres jovens suportam o peso de novas infecções pelo HIV. Muitas ainda lutam para se proteger contra a transmissão sexual do vírus e para obter o tratamento necessário. Isto também os deixa particularmente vulneráveis à tuberculose – uma das principais causas de morte em países de baixos rendimentos de mulheres entre os 20 e os 59 anos.
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Violência contra as mulheres
Hoje, uma em cada três mulheres com menos de 50 anos tem experimentado violência física e/ou sexual por um parceiro ou não-parceiro. Tal tipo de violência afeta sua saúde física e mental a curto e longo prazo. É importante que os profissionais de saúde estejam atentos à violência para que eles possam ajudar a evitá-la, bem como fornecer apoio às pessoas que a vivenciam.
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Saúde Mental
Estudos evidenciam que mulheres são mais propensas do que os homens a sentir ansiedade, depressão e sintomas físicos que não podem ser explicados clinicamente. Ajudar a sensibilizar as mulheres para as questões de saúde mental e dar-lhes a confiança para procurarem assistência é vital.



